A Filosofia Ambiental e a Sua Cosmovisão:A Ecocivilização, Águas Claras e Montanhas Verdes São Tesouros Inestimáveis


Revista Cultura (Edição em Língua Estrangeira), Edição 80
              Ano de Publicação: 2026,   ISBN/ISSN: 16821106  Idioma: Inglês, Português, Páginas: 142,
              Dimensões: 27,5 x 21 cm     Encadernação: Brochura, 
  https://www4.icm.gov.mo/bookshop/cn/bookdetail/2531/C

Esta edição, em colaboração com o Centro de Ciência e Cultura de Macau (CCCM) em Lisboa, centra-se no tema da filosofia natural, oferecendo reflexões profundas sobre a relação entre a humanidade e mundo natural, e ligando a sabedoria oriental ancestral ao pensamento crítico ocidental.   

António dos Santos Queirós* 

RESUMO: Este ensaio discute os conceitos de ética e moralidade modernas, questionando a perspectiva dominante que situa a moralidade na ordem das regras e convenções sociais e deixa a ética no domínio da experiência pessoal. O ensaio segue uma linha de investigação que procura desvendar a conexão complexa e dialética entre ética e moralidade, explorando especificamente a distinção entre o domínio da filosofia (o ser) e o da ciência (a descoberta de leis científicas), mas também a sua interligação. Recorre a uma hermenêutica negativa e a uma hermenêutica positiva, que permita enunciar preposições não-falsificáveis, tendo como ponto de partido a resolução de uma aporia crucial: Se a República Popular da China representa uma nova experiência histórica de democracia e socialismo, então a hermenêutica ocidental para avaliar a sua filosofia política não é a adequada. Procura comparar então as filosofias ocidental e chinesa da natureza e do ambiente, no quadro das suas éticas e das principais conferências das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e sistematizar a contribuição da filosofia política da República Popular da China, para enfrentar a crise ambiental e o significado do seu projecto de Ecocivilização.

PALAVRAS-CHAVE: Filosofia Ambiental; Novas Éticas; Filosofia Política; Cosmovisão, Ecocivilização